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A hora é favorável para carros usados

25 de junho de 2014

SÃO PAULO – Os carros usados estão olhando os novos pelo retrovisor neste ano. Com menos crédito na praça, alta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e incorporação de itens de segurança, cresceu a vantagem dos usados sobre os novos.

Para quem deseja trocar de carro, é a oportunidade de adquirir um carro com mais tempo de uso, mas melhor nível de conforto.

O reflexo desse momento aparece nos números de vendas e financiamentos. Em maio, as vendas dos veículos e comerciais leves novos caíram 7,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Associação Nacional das Fabricantes de Automóveis (Anfavea). Na mesma análise, os usados cresceram 14,5%, informa a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Segundo o presidente da entidade, Ilídio dos Santos, as vendas crescem mais entre os veículos com quatro a oito anos de uso. "Mudou o cenário para os usados. Hoje as lojas já oferecem garantia", avalia.

Dados da Cetip mostram que, em maio, foram financiados 533 mil veículos, uma queda de 6% em relação ao ano anterior. No detalhe, contudo, é possível perceber a mudança do perfil do consumo. O número de operações com veículos novos caiu, de 195 mil para 170 mil. Já os carros com quatro a oito anos de uso foram mais financiados. O número aumentou de 115 mil para 122 mil operações.

"Isso mostra um amadurecimento dos consumidores", afirma o consultor financeiro da Libratta, Rogério Olegário. Ele desaconselha que o consumidor troque de veículo com frequência. "A troca do carro é muita cara, há gastos com transferência, seguro e a própria desvalorização", afirma.

Segundo ele, o mais recomendável é adquirir um veículo mais barato e guardar uma parte do dinheiro para investimento. No futuro, os rendimentos do dinheiro aplicado ajudarão a trocar de carro mais uma vez.

Essa escolha exige cuidado. "A conta vai depender da condição de juros, se os juros ofertados estão abaixo da condição de rendimento ou não. Normalmente, dificilmente o consumidor vai conseguir isso no investimento de curto prazo", afirma Mário Amigo, professor de finanças da Fipecafi.

Na dúvida, vale a recomendação clássica de qualquer financiamento: quanto menos tempo de financiamento, menos juros e melhor para o bolso do consumidor.

Fonte: Jornal do Commercio

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