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À espera de decisão que tarda a vir

4 de março de 2016
O governador Paulo Câmara (PSB) espera ter hoje, na reunião com a presidente Dilma Rousseff (PT), em Brasília, ao lado de todos os governadores do país, uma resposta mais concreta para as reivindicações dos estados junto ao governo federal. Uma expectativa que os gestores vivem desde o ano passado, quando começaram a conversar com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Entre as propostas estão a renegociação da dívida com a União e novos limites para operações de crédito.

Ao falar sobre as constantes reuniões, o governador disse “estar cansado” de tantas idas e vindas a Brasília sem que o governo apresente um solução definitiva. “Gosto de trabalhar com objetividade. Com respostas. O que a gente pede são respostas (sim ou não). Esperamos agora ter uma definição”, frisou o socialista. Segundo ele, na última reunião, o ministro Nelson Barbosa colocou o mês de março como “definidor” para os pleitos dos governadores. 

“Esperamos que seja realmente um mês definidor e que digam sim ou não. Se for não, será muito ruim para o país e estados. Mas vamos nos preparar para isso. Se for sim, aí a gente vai trabalhar para gerar emprego, acelerar investimentos para que possamos contribuir mais uma vez para o Brasil sair desse momento”, assegurou Câmara.

Ontem, depois da solenidade em que autorizou a contratação de novos profissionais da saúde, o socialista adiantou que irá para reunião com Dilma com um ponto de vista que, inclusive, diverge das propostas apresentadas até agora pelo governo federal para as reivindicações dos gestores. 

“Estamos com uma série de discussões com o governo federal onde já foram colocadas na mesa, pelo próprio governo federal, discussões sobre ajustes que os estados precisam se comprometer e muito delas envolvem pessoal. Não concordo com esse tipo de negociação. Acho que não se pode buscar soluções para o Brasil que engessem os estados na sua autonomia, mas também não posso me furtar de discutir isso”, ponderou o governador.

Em relação aos gastos com servidores, Câmara lembrou que o governo está com um comprometimento de 46.1%, quando o limite prudencial é de 46.5%. “Nossa margem de manobra é muito pequena. Agora, tem áreas que não posso esperar. A saúde, onde se nota todo dia a carência, precisava de uma resposta como essa”, disse, referindo-se à convocação dos concursados para reforçar o atendimento nas unidades de saúde do estado.

Homenagem
O ex-governador Eduardo Campos foi homenageado ontem, em Brasília, na abertura do 2º Congresso da Rede Sustentabilidade, partido liderado pela ex-senadora Marina Silva, que foi candidata a presidente em 2014 pelo PSB. Marina substituiu o ex-líder socialista na chapa majoritária do partido socialista depois da morte do pernambucano, em um acidente aéreo, em Santos, São Paulo, em agosto de 2014. O evento foi realizado na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, em Brasília, e contou com a presença do governador Paulo Câmara (PSB) e do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). O congresso será realizado até domingo, com presença e palestras de convidados nacionais e internacionais.

Fonte: Diario de Pernambuco

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